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Crime de guerra

  • 18 de jun. de 2025
  • 1 min de leitura
Eu serei a última

«(...) Há séculos que nós, yazidis, somos perseguidos por causa das nossas crenças religiosas, e, comparada com a maior parte das nossas cidades e aldeias, Kocho fica distante do Monte Sinjar, a montanha alta e estreita que nos tem abrigado ao longo de várias gerações. Há muito tempo que somos empurrados entre as forças rivais dos sunitas árabes e dos sunitas curdos; exigem-nos que reneguemos a nossa herança yazidi e nos conformemos à identidade curda ou árabe. Até 2013, ano em que a estrada entre Kocho e a montanha foi finalmente pavimentada, a nossa carrinha Datsun branca levava quase uma hora a percorrer as estradas poeirentas até à cidade de Sinjar, no sopé da montanha. Cresci mais perto da Síria do que dos nossos templos sagrados, mais perto de estranhos do que da segurança.(...)»

 

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, o livro de Nadia Murad, vencedora do Prémio Nobel da Paz 2018. Vítima de violência e abuso sexual na guerra, Murad conseguiu fugir e trabalha agora para ajudar mulheres e crianças vítimas de abuso e tráfico humano. Conta a sua história na esperança de que outros não tenham de passar pelo que ela passou.

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