"Erro Próprio"
- 31 de jul. de 2024
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Em 1950, António Maria Lisboa fez duas leituras públicas do seu manifesto "Erro Próprio", um texto no qual convergem as mais importantes teses do seu pensamento crítico.
Nascido a 1 de Agosto de 1928, o escritor e poeta português, um dos representantes e fundadores do surrealismo português, propõe um entendimento da condição poética assente na valorização do percurso individual construído a partir da plena afirmação dos erros que inevitavelmente caracterizam todas as experiências, sobretudo aquelas que se afirmam em ruptura relativamente aos padrões estabelecidos pela sociedade.
«Minhas Senhoras e meus Senhores:
I
Nunca o caminho percorrido é o mais acertado logo que reavemos a nossa capacidade de autocrítica e nos imaginamos pelo outro que não percorremos. O percurso que não fizemos é sempre melhor, e o melhor que teríamos feito, só porque se pensa que se se pensasse não se faria. Nós sabemos: somos um erro - mas a consciência disso isola-nos do erro alheio. Qualquer que seja a conduta humana não é falsa nem verdadeira. É (embora se possa pensar e sentir sempre errada).»









