Monólogo com a solidão
- 15 de jan.
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... o são todos os diários. Este é o registo dos últimos dias de Florbela Espanca, publicado em 1981. O registo de quem usava as sensações por inteiro, de quem pedia novos enganos à vida, na profundidade sequiosa de infinito.
Viajo nas páginas até 15 de Janeiro de 1930, e retiro a passagem:
«(…) Jardim por onde ecoaram tantos gritos, tantos risos, tantas blagues, todo o viço e o frémito das nossas inquietas mocidades, por onde vogaram, confiantes e exaltados, todos os sonhos das nossas almas que ainda acreditavam na glória, na riqueza, na vida e em maravilhosos destinos de lenda! (…)»










