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Uma das artistas abstratas mais aclamadas da Europa do pós-guerra

  • 12 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Natural de Lisboa, onde nasceu no dia 13 de Junho de 1908, Maria Helena Vieira da Silva instala-se definitivamente em Paris em 1928. Aí descobre a cor, em Matisse e Bonnard, e uma toalha aos quadrados, que retém de um pormenor de um quadro deste último, haveria de entrar em ressonância com a sua própria pintura. Inspira-se ainda em Paul Klee e frequenta, com o marido, Arpad Szenes, as aulas de Roger Bissière, pintor pós-cubista.


O início da maturidade da sua obra pode datar-se a partir do quadro "Pont transbordeur" (1931). Nesta época são já patentes os elementos que hão-de definir a sua pesquisa estética: uma concepção do espaço anti-renascentista, ao não assumir o volume ou a perspectiva como um fim em si, e uma concepção da pintura como "escrita", repetindo elementos, quadriláteros ou círculos, percorrendo as tramas das famosas Bibliotecas e Florestas.


O mundo exterior surge neste universo através da cor e da luz, e frequentemente a memória da luz e dos azulejos lisboetas habitará as suas telas. Durante a Segunda Guerra Mundial partiu para o Brasil e nos quadros da época instala-se a angústia de um espaço povoado de criaturas fugazes e encurraladas.  


Tornou-se uma das artistas abstractas mais aclamadas da Europa do pós-guerra, devido às suas composições geométricas originais. "Guerra ou O Desastre" (1942) é sem dúvida o quadro mais representativo destes tempos conturbados.  


Após um período de exílio no Brasil, obteve a nacionalidade francesa. Passou o resto da sua vida neste país, onde obteve os mais importantes prémios artísticos nacionais. O prémio da Bienal de São Paulo (1962) vem coroar um trabalho seguido atentamente pelo meio cultural português. Seguem-se as exposições, as retrospectivas, as consagrações. A sua pintura esteve patente, designadamente na Europália em Bruxelas, em 1992. Esse foi, precisamente, o ano da sua morte (6 de Março de 1992).



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