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Os refugiados não precisam apenas de abrigo. Precisam de solidariedade

  • 19 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Segundo a Agência da ONU para os Refugiados, no final de 2024, estima-se que 123.2 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas à força devido a perseguições, conflitos, violência, violações dos direitos humanos e acontecimentos que perturbaram gravemente a ordem pública. Na África Oriental, quase 5.5 milhões de refugiados e 22 milhões de deslocados internos vivem longe de casa - muitos há anos. O Artigo 22.º da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) refere o direito à protecção e ajuda especial a qualquer criança refugiada que, por determinada razão, se vê obrigada a abandonar o seu país. Os Estados têm a obrigação de cooperar com as organizações competentes que asseguram esta protecção.


Houve um aumento de 7 milhões de pessoas deslocadas à força ou 6% em comparação com o final de 2023. Embora a deslocação tenha quase duplicado a nível global na última década, a taxa de aumento abrandou no segundo semestre de 2024. Até ao final de Abril de 2025, estima-se que o número global de pessoas deslocadas à força tenha provavelmente descido ligeiramente 1%, para 122.1 milhões, a primeira redução em mais de uma década.


Se esta tendência se vai manter ou inverter durante o resto de 2025 dependerá em grande parte da possibilidade de alcançar a paz ou pelo menos o fim dos conflitos, principalmente na República Democrática do Congo, no Sudão e na Ucrânia; se a situação no Sudão do Sul não se agravar ainda mais; se as condições para o regresso melhorarem, principalmente no Afeganistão e na Síria; e quão grave será o impacto dos actuais cortes de financiamento na capacidade de lidar com situações de deslocação forçada em todo o mundo e criar condições favoráveis para um regresso seguro e digno.


Os direitos dos refugiados são direitos humanos. Não há narrativas, nem argumentos que me convençam do contrário. Não é o lado direito ou esquerdo do espectro político, muito menos as políticas identitárias que me movem, é a ética e a persistência em manter a minha humanidade.


O Dia Mundial do Refugiado é um dia internacional instituído pelas Nações Unidas para homenagear os refugiados em todo o mundo. Realiza-se todos os anos no dia 20 de Junho e destaca os direitos, as necessidades e os sonhos daqueles que são forçados a fugir.


Este ano, a data centra-se na solidariedade para com os refugiados. Solidariedade significa homenagear os refugiados não só com palavras, mas também com acções. Significa ouvi-los e abrir espaço para as suas histórias. Significa defender o seu direito de procurar segurança e encontrar soluções para a sua situação, pondo fim aos conflitos para que possam regressar a casa em segurança. Significa garantir que têm oportunidades de prosperar nas comunidades que os acolheram e fornecer aos países os recursos necessários para incluir e apoiar os refugiados. Mas, acima de tudo, solidariedade significa dizer, clara e corajosamente, que os refugiados não estão sozinhos e que não lhes viraremos as costas.



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