Um dos economistas mais influentes do século XX
- 4 de jun. de 2025
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Nascido a 5 de Junho de 1883, John Maynard Keynes desenvolveu as suas proposições teóricas a partir de três eixos principais: teoria da determinação do rendimento (propensão a consumir e multiplicador do rendimento); teoria do investimento (eficiência marginal do capital) e teoria da taxa de juros (preferência pela liquidez).
Para Keynes, a economia, era essencialmente uma ciência moral e não uma ciência natural, pois lidava com a introspecção e com valores, porque o número de variáveis era grande demais, e a estabilidade das mesmas não podia ser garantida. Dai a dificuldade de trabalhar com modelos nas relações económicas, logo, para ele, a economia era um ramo de ética e da lógica. Num ensaio sobre Marshall, afirmou que o “mestre economista deve possuir uma rara combinação de atributos… deve ser matemático, historiador, estadista e filósofo, até certo ponto."
As ideias de Keynes estavam enraizadas no tempo e no espaço. As suas proposições teóricas, foram condicionadas pela sua função de “policy adviser” do governo inglês, em assuntos económicos, e pela mudança no seu pensamento económico, de uma visão marshalliana compatível com o capitalismo do laissez-faire, para uma análise teórica inovadora dos problemas do capitalismo pós-grande depressão, nos anos 1930.
Influenciado por Moore (1903), em 1938, Keynes escreveu, em “My Early Beliefs”, “os nossos principais objectivos na vida eram o amor, a criação e gozo da experiência estética e a busca do conhecimento. Entre esses, o amor ocupava de longe o primeiro lugar”. Keynes seguiu sempre as duas “pressuposições de Harved Road”, em que as reformas e o governo da Grã-Bretanha deveriam estar nas mãos de uma aristocracia intelectual.
Keynes, tinha uma paixão limitada pela reforma social, pois, esta retirava do mundo maus estados de coisas, o que podia diminuir o total de bondade ética, que dependia da existência de maus estados de coisas. Seguindo Burke, Keynes, preferia, o bem presente ao futuro, o que iria moldar a sua análise económica de curto prazo; a sua predilecção pela prudência, em vez de regras fixas, e o seu comprometimento com a verdade e a crença na possibilidade do juízo racional dos indivíduos.
Keynes relacionou os estudos da economia académica aos problemas administrativos do governo económico, devido, na tradição de Cambridge, ao seu forte compromisso com finalidades sociais, e à sua rejeição ao modelo económico de laissez-faire, defendendo uma administração do capitalismo e uma integração dos processos analítico e estatístico na economia, ressalvando a importância das premissas (hipóteses), na defesa de um argumento.










