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A responsabilidade da liberdade

  • 9 de jan.
  • 1 min de leitura

Simone de Beauvoir considerava que não existe uma natureza humana. O ser humano não nasce com características pré-definidas como bondade ou maldade. É uma folha em branco e cabe apenas ao mesmo a tarefa de escrever a sua própria história. Afirma a sua liberdade ao realizar os seus projectos.


«(…)se o homem não é naturalmente bom, não é também naturalmente mau; a princípio, não é nada; cumpre-lhe fazer-se bom ou mau conforme assume a sua liberdade ou a renega; bem e mal surgem para além da natureza, para além de todo dado; por isso se pode descrever a natureza com perfeita imparcialidade; nunca há motivo para aflições, ela não é triste nem alegre, os factos são os factos, nada mais; o que importa é a maneira como o homem supera a sua situação.(…)»


A liberdade humana carrega consigo a responsabilidade pelas suas decisões e escolhas, as quais são tomadas dentro de uma situação. O ser humano é um projecto, é livre para escolher em toda e qualquer situação. A liberdade é uma característica constitutiva do sujeito, ele confunde-se com a liberdade e esta fornece a sua capacidade de escolher e de fazer o que quiser da sua vida. O sujeito é inteiramente responsável pelos seus actos. Beauvoir salienta: “Até mesmo a nossa passividade é escolhida: para não escolher, é preciso ainda escolher não escolher; é impossível escapar.”

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