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Realidade criada

  • 6 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 3 de jan.

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Segundo a neurocientista e psicóloga Lisa Feldman Barrett, a nossa percepção da realidade não é uma representação exacta da verdade objectiva, mas sim uma combinação de entradas sensoriais e a interpretação do cérebro desses sinais. Essa interpretação é influenciada por experiências passadas e muitas vezes é preditiva, com o cérebro a criar categorias de instâncias semelhantes para antecipar eventos futuros.


O processo de categorização do cérebro estende-se além das características físicas para incluir características abstractas e funcionais. Essa habilidade permite que criemos a “realidade social”, onde atribuímos colectivamente funções ou significados a objectos ou conceitos que não os possuem inerentemente, como o valor do dinheiro ou o conceito de fronteiras e cidadania.


A capacidade de imaginação do cérebro, extraída de experiências passadas para criar algo inteiramente novo, é uma faca de dois gumes. Embora nos permita a criatividade e a inovação, também pode levar-nos a dificuldades em permanecer presente.

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